Meu nome é Bitencourt. Paulo Bitencourt.

Além dessa apresentação, de James Bond não tenho nada.

Nasci no Brasil, no estado do Paraná, passei minha infância na cidade do Rio de Janeiro, minha juventude no Paraná e alguns anos na cidade de São Paulo, onde cursei Faculdade de Teologia. Porém, a baboseira era tanta que não aguentei ir até o fim. Em 1989, larguei a faculdade e, com apenas 600 dólares no bolso, aventurei-me pela Europa até, no ano seguinte, radicar-me na Áustria, país de Wolfgang Amadeus Mozart (você pensou que eu ia dizer Arnold Schwarzenegger?), onde me formei em Canto Lírico pelo Conservatório da Cidade de Viena. Sou naturalizado austríaco.

Sou VIP, desde que descobri que Bitencourt é a versão francesa do sobrenome holandês Beethoven. Infelizmente, ser parente do compositor alemão que jogava ovos podres em sua cozinheira não é suficiente para ser convidado para talk shows. Convites dessa natureza exigem que você seja pelo menos padre cantor.

Falo excelentemente alemão (prova: “Aftas ardem, hemorroidas idem.”), fluentemente inglês (“Me no speak.”*), muito bem espanhol (“La cucaracha.”), bem italiano (“Pizza.”) e pessimamente tupi-guarani (“Jijoca de Jericoacoara.”).

Adotei o apelido Apóstolo da Razão em homenagem ao que considero o maior de todos os filósofos: Bento de Espinosa. Nenhum livro me marcou mais que Ética, sua obra prima. Um dos mais difíceis de ler, mas também, para mim, o mais gratificante.

Os motivos por que acho que crenças religiosas são nocivas estão em meu livro Liberto da Religião: O Inestimável Prazer de Ser Um Livre-Pensador. Neste blog, reúno apenas reflexões adicionais.

Sem mais delongas, vamos a elas.

[* Acredite se quiser, João Gilberto, o papa da bossa nova, realmente respondia assim, quando alguém o interpelava em inglês.]